Entenda o nosso monitoramento

Sobre o Projeto

O Elas no Congresso usa dados públicos do Congresso Nacional para monitorar os direitos das mulheres no poder legislativo. Diante do crescimento da disputa pelas pautas ligadas à mulher no Congresso, AzMina reconheceu a importância de tornar o monitoramento legislativo mais acessível para a sociedade, a imprensa e para as organizações que advogam por esses temas e criam estratégias de mobilização e incidência.

Elas no Congresso é uma iniciativa da Revista AzMina selecionada em 2020 pelo Google News Initiative na América Latina, programa de incentivo ao jornalismo na era digital, entre mais de 300 concorrentes.

A primeira etapa do projeto foi lançada no dia 8 de março de 2020, quando a robô @elasnocongresso foi ao ar no Twitter. Com ela, qualquer pessoa poderia acompanhar as tramitações diárias de projetos de lei sobre temas de gênero na conta no Twitter Elas no Congresso. Infelizmente, a ferramenta parou de funcionar em junho de 2023, quando o x/Twitter fechou o acesso gratuito à sua API.

A segunda etapa, em junho de 2020, foi a publicação de um site com a primeira edição de um ranking dos parlamentares brasileiros de acordo com sua atuação nas temáticas de gênero em 2019. Desde então, houve atualizações do ranking em novembro de 2020, junho de 2021, setembro de 2022 e junho de 2024 (contemplando proposições até dezembro de 2023).

Até então, usávamos uma metodologia inspirada no projeto Ruralômetro (Repórter Brasil), que mede a "febre ruralista" no Congresso. Durante o processo de revisão metodológica que ocorreu em 2025, decidimos não publicar mais o ranking dos parlamentares.

Como acontecem as avaliações

Nossa base de dados contém mais de 3.000 proposições legislativas apresentadas no Congresso Nacional entre janeiro de 2019 e junho de 2025.

Para esse levantamento, consideramos os seguintes tipos de proposições na Câmara dos Deputados e no Senado Federal: PEC, PL, PLP, PLV, PDC, PRC, PLS, PLN, PLV, PRS e PDS. Só agregamos à base propostas que contêm em suas ementas as palavras-chave relacionadas à temática de gênero selecionadas pela equipe de AzMina.

Nossa rede de organizações parceiras só analisa proposições de deputadas(os) e senadoras(es), excluindo aquelas de autoria de comissões ou do Poder Executivo, por exemplo. Há ainda uma curadoria editorial para excluir proposições que, apesar de possuírem os termos indicados, não se relacionam à temática de gênero.

Na análise dos projetos da Câmara, ignoramos propostas de autoria do Senado, e vice-versa, para garantir que cada projeto fosse analisado uma única vez, na Casa em que teve origem.

Pontuação das propostas (PP)

Cada proposta recebe uma pontuação, que vai de 0 a 1, de acordo com seu posicionamento em relação aos direitos de meninas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Essa pontuação é dada a partir da avaliação de cada proposição por organizações da sociedade civil com trabalhos ligados aos direitos das mulheres. Em cada um deles é possível ver qual organização realizou a avaliação.

Favorável 0
Desfavorável 1

A rede de organizações parceiras que já avaliaram projetos para o Elas no Congresso inclui: Anis Bioética, Artigo 19, Cepia, CFEMEA, Coletivo Mana a Mana, Ecos, Empodera, Gepô, Instituto + Diversidade, Instituto Maria da Penha, Instituto Patrícia Galvão, Instituto Update, Juristas Negras, LabCidade, Mulheres Negras Decidem, Observatório da Violência Obstétrica no Brasil, Rede Feminista de Juristas deFEMde, Rede Liberdade, Sempreviva Organização Feminista (SOF), Sexuality Policy Watch (SPW), Themis e TretAqui.

Quitéria, a nossa ferramenta de Inteligência Artificial

Depois de cinco anos produzindo e armazenando conhecimento altamente especializado sobre a movimentação legislativa de gênero, e construindo uma ampla base de dados anotados sobre o tema, decidimos acompanhar a popularização dos LLMs (Large Language Models). Assim, treinamos a nossa própria ferramenta de aprendizado de máquina com abordagem feminista interseccional.

A QuitérIA, que tem nome inspirado na heroína baiana da Independência, Maria Quitéria de Jesus, coleta os dados automaticamente, classifica por tema e avalia seu impacto positivo ou negativo nos direitos de meninas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.

Clique aqui para saber como a QuitérIA funciona

Produção de Conteúdo

O projeto tem ainda uma terceira frente: a produção de conteúdo jornalístico sobre como a agenda de gênero é tratada no legislativo federal, que está disponível na página Reportagens e em uma newsletter semanal que você pode assinar aqui.

Uma proposta da revista azmina, CC BY-NC-ND 2.0